GTX
Por: Zama
1 - Performance
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Velocidade - 45 km/h
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Autonomia - 50 km
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Inclinação - 25 %
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Motor - 5065 de 1500 watts
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Importante - números médios para os 3 primeiros indicativos, tendo oscilações dependendo da altimetria do percurso e peso do rider
2 - Composição
Eis aqui um eboard que posso falar com propriedade, pois tive o privilégio de testar por mais de oito mil quilômetros essa maravilha. Jeff Anning, fundador e número um da Evolve Skateboards, sabiamente misturou o que já tinha e reinventou seu produto batizando-o de GTX.
Se analisarmos profundamente este esk8, notaremos que de mudança significativa houve apenas na sua autonomia. E claro que isso faz toda a diferença. O restante, excetuando-se as rodas que sobem para 97mm, feitas exclusivamente para este modelo, permanece o mesmo com um toque refinado.
O shape é exatamente o mesmo do GT, de 97 centímetros, porém com uma mudança gráfico-geométrica por parte da disposição grip, que resignificou o modelo. Tanto que muitas construtoras seguiram o estilo na sequência.
Mesmo discurso para os motores, exatamente os mesmos 5065 de 1500 watts cada. No entanto, para combinar magistralmente com o conjunto, a equipe de design da casa australiana propõe um banho dourado, e tudo pega brilho, gosto e muito valor.
Os trucks de três partes, dual kingpin, com as logos em dourado GT, permanecem inalterados. O famigerado sistema supercarver, permite ao rider, literalmente surfar sobre o terreno, e a flexibilidade do shape em bambú condiciona bastante conforto ao rolê.
Não há mudanças também no invólucro que acomoda internamente o módulo de bateria, juntamente com o sistema de balanceamento e a controladora dos dois motores (ESC).
3 - Capacidade
Atestei e abusei, como antecipado, e grande parte de exteriência pessoal foi sobre este esk8. Na minha aquisição, a comodidade de desfrutar o modo allterrain também, com os pneus de 175 milímetros, através de kit a parte, ou na mesma compra os dois sistemas de condução.
Satisfação que veio em forma de autonomia. Lembro que os primeiros rolês chegavam até um pouco acima dos 50kms propostos e comparados aos que usualmente eu fazia, era um sonho.
Essa quantidade de percurso era possível graças ao módulo de baterias em 10 séries de 1 célula cada. Parece pouco, mas esse era o grande segredo do GTX. As flat packs proporcionavam 10A, produzindo deliciosos 360 watts hora. A Torque boards, por exemplo, tinha que utilizar 40 para conseguir o mesmo resultado.
4 - Valor
Mil setecentos e quarenta e nove dólares americanos para se adquirir o golden black da Evolve, batizado de Bamboo GTX Street.
Paguei dois redondo no meu, porque, como atencipado, adquiri o kit allterrain e pelo custo benefício que me proporcionou, afirmo que valeu cada centavo.
Mesmo porque o eboard ainda faz parte dos meus exemplares, e dificilmente irei me desfazer devido a história que fizemos juntos.
Não utilizo tanto como no passado, já que ele cedeu espaço ao hadean, mas ainda serve de degustação para muito rider que está desprovido de board para nos acompanhar aqui.
No que diz respeito aos motores ainda, é possível vir na cor preta também.
Evolve GTX (acesse)
SHAPE: 96,52cm
VOLTAGEM: 36
CÉLULA: TFL 10
AMPERAGEM: 10,0
MÓDULO: 10S1P - 360 watts hora
PESO: 8,62Kg
POTÊNCIA: 2x 1500w
TRUCKS: Dual King Pin - 250mm
RODAS: STREET 97mm | ALLTERRAIN 175mm
5 - Avaliação
Sou testemunha da primeira necessidade como cliente relacionado a um eboard. Poderia até dizer que essa situação teria existido com o EGO 2, porém não com a mesma satisfação, retorno e principalmente resolução, porque com a Yuneec, fiquei na mão.
O controle remoto Evolve, mesmo se oferece uma variedade de dados interessantes, pelo fato de possuir tela, permitindo a navegação sobre os dados do equipamento e do próprio percurso, tinha um problema muito grave relacionado ao aspecto mecânico.
A fixação do gatilho de aceleração e frenagem e dos botões navegadores eram muito frágeis e com um certo tempo acabaram se soltando, causando um relativo transtorno. Porém essa situação foi possível contornar através do bom e velho bonder .
Um pouco mais delicado que isso foi que o conector fêmea mini usb, que da mesma forma, pelas contínuas necessidades de se carregar, pois como afirmei utilizava muito o eboard, acabou se soltando da placa mãe do controle remoto, e na época não tinha como fazer uma micro solda tão precisa.
Acionei a garantia e a Evolve explicando a situação e pouco depois me mandou dois controles. Um para repor o atual e outro da nova proposta para solucionar estes terríveis problemas materializado de R2, que fora lançado pouco tempo depois da estréia do GTX.