Velocidade - 24 km/h
Autonomia - 6 km
Inclinação - 15 %
Motor - 80125 de 450 watts
Importante - números médios para os 3 primeiros indicativos informados pela e-brand, tendo oscilações dependendo da altimetria do percurso e peso do rider
Abrimos este capítulo a parte para falar do projeto de Ilan Sabar que deu origem a uma das mais expressivas e-brands da história. Não se trata de um produto final e sim do protótipo que lançou a Metroboard Electric Skateboards
A parte a hilária utilização de um Tupperware para acomodar os componentes eletroeletrônicos, que depois viraria símbolo bandeira para os adeptos da cultura DIY (Do It Yourself), ou simplesmente “faça você mesmo”, o modelo aqui apresentado é aquele que viria ser também o primeiro produto de Sabar.
Era composto de duas baterias de chumbo selado com 12 volts cada uma, ou seja, duas séries entregando três amperes e fornecendo setenta e dois Watts hora de potência para o robusto motor de 450 W, a princípio direcionado para trás e depois na versão final modificado para dentro.
O controle remoto era outro detalhe muito interessante nesse projeto inicial. Igual ao de um televisor. Possuía cinco botões, sendo 3 destinados a velocidade (lado esquerdo, lenta, média e máxima) e dois níveis de frenagem regenerativa (suave ou forte). Conversando com Ilan, o mesmo afirmou que “…a razão pela qual utilizei IR no início, foi porque ele não estava sujeito à interferência eletromagnética do motor, que criava ruído de RF…” .
É preciso esclarecer que as imagens comprovam todo o sacrifício do engenheiro de Los Angeles Ilan Sabar, que abandonou tudo para investir e se dedicar exclusivamente ao skate board elétrico.
Não poupou em buscar as melhores alternativas, como pode ser conferido na seção Metroboard, onde constam os produtos finais, buscando outras marcas de prestígio no setor para parceria, como a tradicional Loaded, Abec, além de outras.
Colocou a mão na massa e procurou testar frequentemente até que o produto pudesse dar ao usuário final, a segurança necessária e padrão de acabamento que satisfizesse o público que discretamente começava a se interessar pelo produto ESK8.
Mesmo sendo um protótipo, verificamos cuidados extras, como por exemplo na própria vedação e antivibração da parte superior do Tuppeware.
Os valores desta carinhosa dedicação e labuta de Ilan Sabar, evidentemente são outros comparados aos trezentos e noventa e nove dólares americanos, que seriam pedidos para um exemplar comercialmente falando.
Como não exista nenhum parâmetro em 2003 para poder avaliar, digamos que o preço era condizente, lembrando que americanos levam muito a sério estes fatores de elaboração dos custos, então o aceitamos ao bel prazer da sua valiosa estréia e brindemos a chegada deste que seria inspiração para tantos outros que conhecemos hoje em dia.
Não se trata efetivamente de uma avaliação, mas o vídeo abaixo nos dá uma percepção de como a Metroboard começa com o pé direito, já sendo assunto de reportagem televisiva, o que coloca o eboard nos holofotes e indica uma direção interessante a seguir.
Conversando com o Ilan agora pouco, no esclarecimento de algumas dúvidas deste lendário equipamento, era notório que sua atenção e simplicidade em prontamente se dispor para respostas eficientes com muita propriedade técnica, mostraram sem dúvida alguém apaixonado pelo que faz e disposto em ajudar.
Detalhes fundamentais para que o ESK8 fosse já de cara bem representado e se apresentasse ao mundo com a qualidade de quem entende do assunto e tem paixão pelo que faz.
Metroboard iniciou suas operações no ano de 2003 e parou de fabricar skateboards elétricos 21 anos depois, em 2024. Comercializava seus eboards neste endereço eletrônico https://metro-board.com.