Velocidade - de 27 a 34 km/h
Autonomia - de 14 a 24 km
Inclinação - 22 a 36 %
Motor - 7055 de 1500 e 2000 watts
Importante - números médios informados pela e-brand, com possíveis oscilações dependendo da altimetria e peso do rider.Proveniente da Suíça, a Lou Electric Skateboard, subsidiada pela Soflow com base na cidade de Herisau, inicia seu projeto em agosto de 2016. Durante um ano desenvolve três versões que batizariam de Lou 1.0, 2.0 e 3.0. Em abril de 2017, lança a campanha de fundo coletivo na Kickstarter e no final do mesmo ano oficializa a criação, despachando os eboards aos backers.
O projeto é ousado, leve e potente, muito semelhante aos da Mellow e Enertion, equipado com motores de 1500 e 2000 watts.
Vencedor do prêmio Reddot de 2017, minha única preocupação neste quesito, estaria direcionada a vedação superior. A dúvida fica por conta daquelas fitas mágicas de aderência, com a impressão de não dar conta do recado, embora para os motores tenha certificação IP65.
O módulo de bateria é composto de 10 séries de uma célula cada um. Para as versões 1.0 e 2.0 foram disponibilizadas as células Molicel de 2200mAh, que entregam 79 watts hora. A versão 3.0 é composta pelas Samsung 30Q de 3000mAh, e proporciona um pouco mais, cerca de 108 wh.
A Lou disponibiliza ainda aplicativo exclusivo que faz comunicação Bluetooth com a ESC do esk8 fornecendo dados do percurso, informações de funcionamento, modos de operação e percentual da bateria.
O Lou 1.0 custa quatrocentos e quarenta e nove dólares americanos, tem uma autonomia próxima de quatorze quilômetros, dependendo da altimetria do percurso e peso do rider, pode atingir por volta de 27 km/h e possibilita inclinações de até 22%.
Com motor um pouco mais forte, sendo mono também, o 2.0, por incrível que pareça tem a mesma duração de percurso, no que se refere a bateria, e também igual velocidade máxima. Apenas tem um torque mais forte que permite aclives de até 25%.
No Lou 3.0 muda consideravelmente a performance. Por possuir modulo de bateria mais forte, permite ao eboard autonomia de 24 quilômetros e máxima de 24 km/h. Pode subir em inclinações de até 36%, graças a tração dupla.
Existem inúmeros relatos de baterias que falharam dentro de um ano após a compra. Riders descreveram problemas como sinais sonoros aleatórios e excessivos, apresentando mau funcionamento após apenas alguns rolês. Também encontraram marcas de queimado na controladora de motores (ESC) parando de funcionar.
Muitas reclamações relacionadas ao aplicativo que travava com frequência, dificultando aos riders configurações nos ajustes de aceleração e frenagem.
O shape era bastante frágil nos primeiros modelos. O velcro interno, utilizado para selar a tampa de acesso à ESC e ao modulo bateria, bem como sua fixação interna, não tinha resistência efetiva, fazendo com que se movimentassem podendo danificar.
O controle remoto e outros componentes foram criticados por parecerem baratos, com alguns usuários relatando que eram peças renomeadas de outros fabricantes, como a Winboard.
Enfim, uma lista complicada que praticamente determinou toda sorte da Lou, ou ainda da SoFlow no seguimento do skateboard elétrico. Por mais que fosse da Suíça, o preço por trabalhar com peças baratas e de má qualidade, sacramentou definitivamente os rumos deste projeto, que repito, era de respeito e tinha tudo para ser consolidado no mundo esk8. Uma pena!
Interessante uma observação aqui, me referindo a citação da alemã Mellow, que por sinal utilizava motores fabricados na Suíça, sendo que a Lou preferiu ir buscar suas peças mais longe, atraídos pela sedução dos valores chineses.